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Mais de 3.600 unidades de medicamentos do ‘kit intubação’ são enviadas a oito hospitais

Segundo a SES, os remédios foram distribuídos às instituições que estavam com menos de três dias de cobertura. Veja cidades contempladas e a divisão dos fármacos por hospitais.

Oito hospitais da rede pública de seis cidades do Triângulo e Alto Paranaíba foram reabastecidos com nova remessa de bloqueadores neuromusculares, que compõem o chamado ‘kit intubação’, para manter a sedação dos pacientes internados. O envio foi feito pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), com previsão de chegada no sábado (12). Ao todo, foram mais de 15 mil ampolas enviadas a 71 hospitais de MG.

Os hospitais contemplados foram: Municipal de Uberlândia; Mário Palmério e Regional de Uberaba; hospitais Nossa Senhora d’Abadia e São José, em Ituiutaba; as Santas Casas de Araxá e Coromandel e o Hospital Frei Gabriel, em Frutal. Ao todos, essas instituições receberam 3.640 unidades (veja divisão por hospital na tabela abaixo) de Besilato de cisatracúrio, Besilato de atracúrio e Brometo de rocurônio. Os fármacos foram destinados aos locais que estavam com menos de três dias de cobertura.

Segundo o diretor de Medicamentos Básicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Jans Bastos Izidoro, semanalmente os hospitais informam à secretaria sobre os estoques.

“Aqueles que estão com quantitativos menores que para uma semana, buscamos suprir, com a maior agilidade possível”, afirmou Jans.

Medicamentos ‘kit intubação’

CidadeInstituiçãoBloqueador neuromuscular (Besilato de atracúrio)Bloqueador neuromuscular (Besilato de cisatracúrio)Relaxante muscular (Brometo de rocurônio)UberlândiaHospital Municipal00900UberabaHospital Regional001.300UberabaMário Palmério6000400ItuiutabaHospital N. S. D’Abadia18000ItuiutabaHospital São José00100AraxáSanta Casa01000CoromandelSanta Casa1000FrutalHospital Frei Gabriel0050

Fonte: SES-MG

Rede Solidária

Para fazer frente a este cenário, o estado conta com a rede solidária da saúde pública, que permite o remanejamento de insumos entre as instituições. Neste caso específico, os medicamentos são destinados às instituições que observam aumento abrupto de consumo destes insumos.

“O objetivo é atender os hospitais mais necessitados e com estoques mais baixos, a partir de instituições que detenham estoques mais estáveis, garantindo, de modo emergencial, a adequada assistência aos pacientes”, esclareceu o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

A SES-MG, juntamente com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), realiza levantamento periódico dos estoques dos prestadores e fornecedores de medicamentos e insumos das unidades hospitalares.

É feito o acompanhamento e monitoramento 24 horas do abastecimento de medicamentos nas redes públicas e privadas de assistência médico-hospitalar, que devem informar, regularmente à SES-MG, sobre o quantitativo de estoques de medicamentos e insumos disponíveis.

Desabastecimento

Segundo o diretor administrativo do Hospital, Frederico Ramos, a quantidade suprirá a demanda, por pelo menos quatro dias, dos 23 pacientes intubados nas Unidades de Terapia Intensivas (UTI’s) do Regional. Até a chegada dessa remessa, a unidade estava trabalhando com medicamentos emprestados por parceiros. Sem esse novo repasse, o estoque seria suficiente para atender até este domingo (11).

Nesta segunda (12), a direção da Santa Casa de Misericórdia de Araguari confirmou que dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com Covid-19 podem ser fechados por falta de medicamentos utilizados no processo de intubação. A unidade hospitalar já não recebe novos pacientes desde a última sexta-feira (9).

De acordo com a Santa Casa, os sedativos do chamado “kit intubação” estão em falta no mercado e o hospital não está conseguindo comprar junto aos fornecedores. Uma reunião entre a direção da unidade, a Superintendência Regional de Saúde e o Ministério Público para discussão do assunto estava marcada para a tarde desta segunda-feira.2 de 2 Entrada principal da Santa Casa de Misericórdia de Araguari — Foto: Prefeitura de Araguari/ Divulgação

Entrada principal da Santa Casa de Misericórdia de Araguari — Foto: Prefeitura de Araguari/ Divulgação

O G1 entrou em contato com a Santa Casa de Misericórdia para saber o que foi definido na reunião. A reportagem também questionou a unidade sobre como está o estoque de sedativos e quantos dias ele vai durar, mas não obteve retorno até a última atualização da matéria.

Outros casos

A Santa Casa de Misericórdia de Araguari não é a primeira unidade hospitalar do Triângulo Mineiro a sofrer com a falta de sedativos utilizados na intubação de pacientes. Em março, o Hospital Regional José Alencar Gomes da Silva (HR), em Uberaba, enfrentou baixa no estoque de medicamentos, mas conseguiu um reforço de 10 mil frascos de propofol em ação realizada entre a Prefeitura e o Estado.

Também no mês passado, a Prefeitura de Uberlândia emprestou sedativos e relaxantes musculares para o Hospital Santa Genoveva e o Hospital Madrecor. No início de abril, Hospital São José, em Ituiutaba, estava com o estoque de “kit intubação” abaixo do nível de segurança.

No dia seguinte, um carregamento com 320 medicamentos foi encaminhado para a cidade. Além do Hospital São José, o Hospital São Joaquim e o Hospital Nossa Senhora d’Abadia também receberam os remédios.

Ainda no começo do mês, o Governo de Minas Gerais enviou três remessas de sedativos para o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste. Os medicamentos foram distribuídos para nove hospitais de Uberaba, Uberlândia, Ituiutaba, Frutal, Paracatu e Araxá.

G1

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